
Artigo publicado no Jornal Diário da Região no sábado dia 13/03/2010:
A responsabilidade de ações sustentáveis
Sustentabilidade tornou-se palavra da moda e, infelizmente, ao deixar de causar estranhamento, deixa também de sensibilizar e provocar uma reação. Muitos a vêem como uma questão meramente ambiental, resumindo-se ao gás carbônico na atmosfera, árvores plantadas e reciclagem do lixo. É apenas a ponta do iceberg. A questão é muito mais abrangente e precisa ser difundida para criar nas pessoas sentimentos de responsabilidade e, posteriormente, ações.
Práticas sustentáveis são hábitos que precisam ser incorporados ao nosso comportamento. O problema não envolve apenas o desmatamento e as grandes questões de poluição e meio ambiente. Pequenas atitudes nossas fazem a diferença. A mãe que ensina o filho a apagar as luzes e a economizar água está colaborando. Assim como o pai que não joga lixo na rua e planta árvores em frente de casa. A sustentabilidade tem que estar presente em todos os momentos da nossa vida, englobando aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais, norteando as atitudes de cada ser humano no planeta Terra.
Como diretor regional do Ciesp, defendo que todos, indústrias e cidadãos, não se omitam diante desta “realidade inconveniente”, fazendo uma referência ao filme “Uma Verdade Inconveniente, do ex-vice presidente americano Al Gore, com quem tive o prazer de conversar.
Já temos bons exemplos de indústrias que se adiantaram nessas questões e se preparam para um futuro onde haverá cobrança para o uso da água e uma exigência cada vez mais forte do consumidor por produtos que respeitem pessoas e meio ambiente em sua cadeia produtiva.
Sustentabilidade, mais que uma palavra bonita, é a chave para a sobrevivência da raça humana. É fundamental que todos se conscientizem de que é a prática de atividades que garantam nossa presença no planeta, preservando a biodiversidade e os ecossistemas naturais e que permitam que as gerações futuras também possam produzir e usufruir dos mesmos recursos presentes hoje.
Especialistas de todas as regiões do mundo já declararam que se não fizermos nossa lição de casa a vida no planeta ficará insustentável. Mas é interresante refletirmos que, na verdade, não é a Terra que corre o risco de acabar, pois esta continuará existindo, girando em torno do sol, por milhões de anos. Pode, no entanto, não ser tão azul. E tenham certeza que, se nosso planeta ganhar tons de cinza, quem estará extinto será a raça humana.
Se realmente gostamos de nós mesmos, de nossos filhos, da humanidade, é fundamental agirmos enquanto é tempo. Temos que alterar hábitos de consumo e de estilo de vida, colocando em ação práticas sustentáveis. É preciso agir e agora, pois disso depende a sobrevivência da vida e a continuidade da disponibilidade dos recursos naturais.

Parabéns, você escreveu um texto enorme recheado de nada com coisa alguma! Acho de grande relevância o destaque que deu a responsabilidade social, quase ninguém está ciente disso. Ao invés de ressaltar ações, fatos ou qualquer coisa de significante, apenas "politicou" em cima de um tema absolutamente sério e relevante que deve ser discutido, mas discutido com sabedoria e seriedade e não com palavras vazias a fim de obter mídia gratuita.
ResponderExcluirBruno, prazer em conhecê-lo. Você deve ser da categoria dos críticos, que eu apenas respeito, mas tenho comigo uma frase do Dr. Ozires Silva, que diz "Você nunca verá um monumento a um crítico".
ResponderExcluirAssim, se você quiser participar das várias e várias ações concretas dentro desse assunto que tenho participado há mais de 10 anos, terei prazer em lhe convidar. Se quiser só criticar, sem ação, sem base, desculpe, não temos tempo para isso.
Aliás, as mais de 200 pessoas que participaram de evento com bastante consistência e profundidade incluindo casos reais dentro do mesmo tema, em SJRP, 2 dias antes da publicação desse artigo (que escrevi motivado pela realização e engajamento de tantas pessoas e entidades) pensam certamente diferente de você.
Inclusive, se quiser participar, precisamos de voluntários que queiram fazer algo e não reclamar ou criticar. Há ações locais em SJRP, regionais, estaduais e nacionais sobre o tema, em mais de 3 entidades das quais eu participo há anos. Se quiser de fato fazer algo, será bem vindo.
Abraços,
Lucas
Caro Bruno,
ResponderExcluirConheço o Fernando Lucas há um bom tempo e somente para citar UMA, dentre as inúmeras atividades que ele participa em pro de uma efetiva mudança da sociedade, está sua participação na criação e elaboração da Agenda 21 de São José do Rio Preto, ou seja planos de ações concretas para o futuro. Isso é ou não é agir?
Como ele mesmo diz, "agir agora, focados no futuro, para que logo sejamos um país do presente".
Num país em que não se pensa mais que os cinco anos de governo - apenas considerando a próxima campanha política - metas de longo prazo soam até utópicas, mas a meu ver, são a única solução, principalmente em se tratando de educação de um povo, no sentido mais amplo dessa palavra.
Não sei qual o seu nível de relacionamento com o Lucas, mas me parece um tanto distante pelo seu comentário.
Se estiver a fim de ajudar, chega mais... vale a pena!