domingo, 9 de maio de 2010

Feliz Dia das Mães para todos nós

Feliz dia das mães para todos nós!

É isso mesmo. Feliz dia das mães para homens, mulheres, meninos, meninas, bebês, tias, tios, pais, avós e, é claro, mães.

Festejar este dia é reconhecer que, todos, temos dentro de nós, a mãe. Carregamos em nossas células, DNA e átomos, a semente do amor incondicional com o qual ela nos inundou a alma.

Um amor que é o mais próximo que se pode chegar do amor de Deus por suas criaturas.

Como disse um dia um grande homem:

“Deus não podia estar em todas as partes ao mesmo tempo, por isso criou as mães.”

Parabéns a todos por esta dádiva e obrigado a vocês, mães, por existirem em nossas vidas.

Fernando LUCAS

domingo, 2 de maio de 2010

Simplicidade

Não posso deixar de colocar aqui no Blog, com destaque a frase que coloquei no meu Twitter (me siga por lá:

"O mais alto degrau da escada da sofisticação é a simplicidade"

Simplesmente profundo e maravilhoso esse ensinamento. Quero saber de que mestre veio isso. Foi trazido por um amigo em uma sessão de meditação e oração coletiva que participei ontem.

Vou tratar de buscar cada vez mais a simplicidade em mim e em minhas atitudes.

Eu também "Sinto Vergonha de Mim"

É, domingo à noite depois de uma semana cansativa, corrida e de muita peregrinação, conversas, reuniões e um tanto mais de trabalho serve para reflexão.
Recebi uma mensagem no twitter do Raul Christiano Blog do Raul
Deixei meu comentário por lá, que fala por si só e então copie abaixo:

Parabéns pelas palavras. Infelizmente estamos vivendo segundo o mais atual do que nunca texto de Rui Barbosa, "Sinto vergonha de mim".
Faço parte daqueles que querem viver para resolver os problemas do Brasil e não para viver deles. Creio que fazendo isso, estarei fazendo minha parte para o coletivo, para nosso país e ajudando a transformá-lo em uma real Nação, estaremos também auxiliando na melhora de todo o planeta e da humanidade.
Infelizmente falta a nós brasileiros a consciência de nosso papel político, ou seja, de nosso papel como cidadão nos assuntos coletivos, públicos.
Pois é, participei de várias ongs, movimentos e que culminaram na idealização e auxilio na fundação do Instituto Acordem e Progresso, que trabalha para despertar, conscientizar a cada um de nós.
Conheça um pouco mais em www.acordemeprogresso.org.br e estou à disposição nessa caminhada.
Conte comigo.
E é assim que me sinto. É esse sentimento que me move, alinhado com meus pensamentos e orientando minhas ações. E para fazer aquilo que falo, uma vez que há tempos falo o que penso, não há outra forma a não ser me dedicar à vida pública.

Divido aqui parte da inspiração que tem me levado à transformar minha INDIGNAÇÃO em DIGNA AÇÂO que é o próprio texto de Rui Barbosa, na Integra:

SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !
***
” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.

(Rui Barbosa)

terça-feira, 16 de março de 2010

Sonho que se sonha junto é realidade

"Sonho que se sonha só é só um sonho. Sonho que se sonha junto é realidade." Raul Seixas.
Essa frase resume bem a emoção que tenho sentido em ver tantas pessoas se engajando no movimento que ajudamos a criar, o Acordem e Progresso.

Ver tantas pessoas de diferentes "tribos", mas com o mesmo ideal de transformar nosso país em uma verdadeira Nação, no País do Presente, do Agora e não mais no País do Futuro que nunca chega.

Enfim, vejam um pouco do que está acontecendo na núcleo jovem do movimento no blog.acordemeprogresso.org.br




Veja quantas pessoas estão participando, escrevendo, se engajando, ou seja, se conscientizando e exercendo sua cidadania e papel Político no site do movimento no acordemeprogresso.org.br





segunda-feira, 15 de março de 2010

A responsabilidade de ações sustentáveis


Artigo publicado no Jornal Diário da Região no sábado dia 13/03/2010:

A responsabilidade de ações sustentáveis

Sustentabilidade tornou-se palavra da moda e, infelizmente, ao deixar de causar estranhamento, deixa também de sensibilizar e provocar uma reação. Muitos a vêem como uma questão meramente ambiental, resumindo-se ao gás carbônico na atmosfera, árvores plantadas e reciclagem do lixo. É apenas a ponta do iceberg. A questão é muito mais abrangente e precisa ser difundida para criar nas pessoas sentimentos de responsabilidade e, posteriormente, ações.

Práticas sustentáveis são hábitos que precisam ser incorporados ao nosso comportamento. O problema não envolve apenas o desmatamento e as grandes questões de poluição e meio ambiente. Pequenas atitudes nossas fazem a diferença. A mãe que ensina o filho a apagar as luzes e a economizar água está colaborando. Assim como o pai que não joga lixo na rua e planta árvores em frente de casa. A sustentabilidade tem que estar presente em todos os momentos da nossa vida, englobando aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais, norteando as atitudes de cada ser humano no planeta Terra.

Como diretor regional do Ciesp, defendo que todos, indústrias e cidadãos, não se omitam diante desta “realidade inconveniente”, fazendo uma referência ao filme “Uma Verdade Inconveniente, do ex-vice presidente americano Al Gore, com quem tive o prazer de conversar.

Já temos bons exemplos de indústrias que se adiantaram nessas questões e se preparam para um futuro onde haverá cobrança para o uso da água e uma exigência cada vez mais forte do consumidor por produtos que respeitem pessoas e meio ambiente em sua cadeia produtiva.

Sustentabilidade, mais que uma palavra bonita, é a chave para a sobrevivência da raça humana. É fundamental que todos se conscientizem de que é a prática de atividades que garantam nossa presença no planeta, preservando a biodiversidade e os ecossistemas naturais e que permitam que as gerações futuras também possam produzir e usufruir dos mesmos recursos presentes hoje.

Especialistas de todas as regiões do mundo já declararam que se não fizermos nossa lição de casa a vida no planeta ficará insustentável. Mas é interresante refletirmos que, na verdade, não é a Terra que corre o risco de acabar, pois esta continuará existindo, girando em torno do sol, por milhões de anos. Pode, no entanto, não ser tão azul. E tenham certeza que, se nosso planeta ganhar tons de cinza, quem estará extinto será a raça humana.

Se realmente gostamos de nós mesmos, de nossos filhos, da humanidade, é fundamental agirmos enquanto é tempo. Temos que alterar hábitos de consumo e de estilo de vida, colocando em ação práticas sustentáveis. É preciso agir e agora, pois disso depende a sobrevivência da vida e a continuidade da disponibilidade dos recursos naturais.

Fernando Lucas

Diretor Regional do CIESP de São José do Rio Preto

e presidente da Ong Acordem e Progresso

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Aproveito para deixar minha mensagem de final de ano aqui também para todos os amigos e amigas , colegas de trabalho e pessoas que me conhecem e acompanham que por ventura venham visitar meu blog.
Não deixe de incluir em suas resoluções de final de ano seus desejos e compromissos com nosso país e nosso planeta. É claro que melhorar individualmente já é grande coisa, mas só fazer regime, voltar para a academia, etc não vai mudar nossa condição social e situação coletiva. É preciso se comprometer com causas maiores, exercer a cidadania de maneira plena e ativa e fazer diferença para o todo.
Pense nos outros antes de pensar em si.
É isso aí.
Abraços,
Lucas

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Primeira ou Terceira Pessoa – Problema e Solução estão na Conjugação do Verbo.

Se fosse resumir a razão dos problemas coletivos do Brasil, desde o descobrimento até os dias atuais, diria que está no fato de que nós brasileiros temos o péssimo hábito de quando nos referimos à problemas conjugamos o verbo na terceira pessoa. É sempre assim: “ o problema é sempre deles. Porque eles fizeram. Porque eles não fizeram. O governo é corrupto, político não presta. O problema é a criminalidade, a impunidade. Ele isso, eles aquilo.”

Comece a reparar. Nós brasileiros costumamos achar que não é nossa, individualmente, a responsabilidade pelo resultado coletivo. Estamos sempre colocando a “culpa”, por assim dizer em alguém, alguma instituição, algum problema externo, no governo, nos portugueses que nos colonizaram, nos políticos, etc. Isso, em psicologia é chamado de Centro de Controle Externo. Achamos que tanto os problemas como suas soluções tem origem e salvação de um ente externo à nossa capacidade e atuação.

Vejam que interessante, e triste, como damos mais valor a produtos importados do que para nossos próprios - graças a Deus isso vem mudando. (Té vendo? Até eu estou aqui atribuindo a algo externo. Nesse caso, à Deus.) Esperamos um salvador da Pátria. Damos e delegamos ao nosso Presidente da República, quem quer que seja ele, a responsabilidade soberana sobre nosso destino. Nos damos ao luxo de não participar.

Temos feito pelo Instituto Acordem e Progresso (www.acordemeprogresso.org.br) pesquisas com várias pessoas, em especial jovens que participam das palestras promovidas pelo movimento. Elas mostram que um dos fatores que gera ou tem como origem esse comportamento é a nossa baixa auto-estima coletiva. Temos feito a pergunta “que nota você dá aos políticos brasileiros quanto a honestidade” e, na sequência, perguntamos “que nota você dá ao povo brasileiro quanto a honestidade” . Não nos surpreendemos muito em relação à média que se tem sobre os políticos (que tem sido de cerca de 2,5 de 0 a 10). O que nos surpreende negativamente é a média que temos obtido em relação ao povo (entre 5 e 5,5). Assim, constatamos que quem está respondendo, não só atribui uma baixa nota ao povo (mostrando sua baixa auto-estima coletiva) quanto não se inclui nesse povo - Como se dele não fizesse parte. Veja bem, com essa nota ficaríamos de exame em qualquer escola!

Imagine essas perguntas feitas à um grupo de hermanos argentinos. Independente da nota atribuída aos políticos, certamente a nota ao seu próprio povo seria bem maior que a que damos a nós mesmos.

Já reparou em rodas de conversa e bate-papo informais quando alguém se refere ao povo ou aos brasileiros? É sempre a mesma coisa: “Os brasileiros...”, “O povo brasileiro...”, “o brasileiro é isso, o brasileiro é aquilo”. Como se não fossem também brasileiros.

Dado essa pesquisa que temos feito, somadas a outros estudos, estatísticas e observações, podemos concluir que NÓS BRASILEIROS precisamos começar a usar a PRIMEIRA PESSOA tanto do singular quanto do plural quando formos nos referir a nós mesmos, a problemas de nossa pátria, ou a nosso povo.

Ou seja, vamos sempre dizer: NÓS BRASILEIROS. NOSSO POVO BRASILEIRO. Eu que faço parte do povo brasileiro. Nós somos isso, nós somos aquilo.

Apenas com esse hábito já começaremos a mudar o pensamento coletivo de que não é possível melhorar ou que não fazemos parte da solução. Cabe a cada um de nós fazermos nossa parte.

Isso é cidadania. Isso é o papel de um povo. E eu estou a fim de fazer a minha parte.



Concorda? Discorda? Dê sua opinião pelo lucas@acordemeprogresso.org.br ou deixe um comentário. Me siga no twitter @fernandolucas