Recebi uma mensagem no twitter do Raul Christiano Blog do Raul
Deixei meu comentário por lá, que fala por si só e então copie abaixo:
Parabéns pelas palavras. Infelizmente estamos vivendo segundo o mais atual do que nunca texto de Rui Barbosa, "Sinto vergonha de mim".E é assim que me sinto. É esse sentimento que me move, alinhado com meus pensamentos e orientando minhas ações. E para fazer aquilo que falo, uma vez que há tempos falo o que penso, não há outra forma a não ser me dedicar à vida pública.
Faço parte daqueles que querem viver para resolver os problemas do Brasil e não para viver deles. Creio que fazendo isso, estarei fazendo minha parte para o coletivo, para nosso país e ajudando a transformá-lo em uma real Nação, estaremos também auxiliando na melhora de todo o planeta e da humanidade.
Infelizmente falta a nós brasileiros a consciência de nosso papel político, ou seja, de nosso papel como cidadão nos assuntos coletivos, públicos.
Pois é, participei de várias ongs, movimentos e que culminaram na idealização e auxilio na fundação do Instituto Acordem e Progresso, que trabalha para despertar, conscientizar a cada um de nós.
Conheça um pouco mais em www.acordemeprogresso.org.br e estou à disposição nessa caminhada.
Conte comigo.
Divido aqui parte da inspiração que tem me levado à transformar minha INDIGNAÇÃO em DIGNA AÇÂO que é o próprio texto de Rui Barbosa, na Integra:
SINTO VERGONHA DE MIM
Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !
***
” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.
(Rui Barbosa)

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